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O Fera recebeu um carro novo

Dia 01 de junho foi dia da Criança. Uma data simbólica para relembrar que todos nós temos um pouco de Criança cá dentro (e quem não tem deveria ter).

Para nós enquanto Setlife, todos os dias são dia da Criança, porque estamos cá para fazer a pequenada feliz. No entanto, para nós enquanto pais foi dia de brindar os descendentes com um pequeno presente.

Cá em casa temos duas crianças, uma com idade para ter juízo e outra um reguila profissional, que parece o miúdo do filme “Dennis, o pimentinha”.

O mais velho foi brindado com um telemóvel novo porque o antigo estava tão velho que parece que trabalhava à força da corrida de ratos numa roda. A câmara, sim essa ferramenta tão valiosa nos smartphones dos adolescentes, estava partida e já nem uma foto conseguia tirar. Foi assim que nos convencemos que já era hora dele ter o seu primeiro telemóvel a estrear (e não em 2ª mão como foram os anteriores).

Quanto ao Fera, foi premiado com um carro novo, o brinquedo que ele mais ama. Está sempre a pedir novos carros para poder mandar para a sucata, perdão, para brincar. E nós como pais responsáveis, tentamos resistir, em vão. E desgraçado do carro que vai parar àquelas mãos delgadinhas. Quanto tempo durará?! Ninguém sabe. Uns são liquidados passado uns dias, outros vão resistindo ao tempo de forma heroica. Qualquer dia começamos um grupo de apostas sobre quanto tempo vai durar um carro nas mãos do Fera.

Bem, o papá ficou encarregado de se aventurar numa loja para comprar um carro, de preferência não muito caro (devido à sua pouca esperança de vida). E assim foi, de máscara na cara, corredor dos brinquedos e escolher no meio de várias dezenas de carros, o eleito para o sacrifício. E a escolha não foi fácil. Foi como estar no programa “Prós e Contras” e decidir de que lado estamos. Uns carros eram muito bonitos, mas de fraca estrutura. Outros eram demasiado robustos, contudo muito caros. Depois eram as cores, os acessórios, uns telecomandados, outros musicais.  Bolas, não era mais fácil haver só dois exemplares? A ou B. Simples, não?!

No meio da escolha, iam passando várias pessoas mesmo a milímetros, qual distância de segurança. Parece que como estamos todos de máscara podemos andar todos em cima uns dos outros. Se fosse assim tão simples nos países asiáticos já não havia Covid. O papá já estava em stress e apressou-se ainda mais na escolha. Para acelerar o processo, resumiu os critérios de seleção: barato, grande e o mais importante… barato. Identificou na prateleira de baixo, mesmo rente ao chão, dois modelos que se enquadravam no perfil. Muito bem, bastava apenas decidir qual deles. Um era amarelo e o outro verde. O verde parecia ser mais frágil, mas era mais barato. O amarelo parecia ser mais robusto, mas mais caro. Vamos para o amarelo, pensou o papá. Mas por outro lado, o verde é mais bonito. Se calhar é melhor o verde, concluiu. É pá, o verde tem umas pecinhas que se podem partir e o Fera ainda as mete na boca como se fossem rebuçados. Fica o amarelo então. Com o amarelo na mão, veio outra dúvida à baila: o amarelo tem uma caixa que levanta e de certeza que vai ser arrancada ainda hoje. Com tantas incertezas a mamã foi chamada a intervir e após receber uma foto do carro amarelo acabou por optar por esse.

A alegria do Fera ao ver o carro nas mãos do papá foi tão grande que gritou sem parar: o carro, o carro. Quase o não conseguíamos conter enquanto tirávamos o brinquedo da caixa. Ali estava a prova de que a felicidade de uma criança se faz de pequenas coisas. Com um brinquedo tão simples e barato conseguimos pôr uma criança com um sorriso de orelha a orelha. E muitas vezes nem precisamos disso. Apenas basta apenas estarmos presentes. Brincar. Sorrir para eles. E o que recebemos em troca é infinitamente mais valioso do que qualquer outra coisa. É uma alegria tão grande que nos aquece o coração e que nos faz sentir realizados.

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